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Património do Cadaval


O concelho é apelidado como "Varanda da Estremadura", uma atração turística devido às suas grutas, fauna e flora, juntamente com monumentos que contam a história sobre a importância da Serra de Montejunto para os reis de Portugal. O concelho de Cadaval orgulha-se de apresentar a sua panóplia de igrejas, por freguesias:

Igrejas de Alguber

  • Capela do Santo António – localizado na Gouxaria, edificado no século XVII e reconstruído no século no XX, é um templo com um alpendre na sua fachada e uma cúpula na capela-mor. 
  • Igreja de Nossa Senhora das Candeias – Igreja de Alguber, esta foi fundada no século XVI, sendo reconstruída no século XVII e no final do século XIX, foi remodelada, destacando o retábulo barroco, encontrado na capela-mor.
  • Igreja do Espírito Santo – localizada em Alguber, nesta igreja é de destacar o retábulo da capela-mor, oriundo do final do século XVIII, e o retábulo da Capela das Almas, construído no final do século XVI e em inícios do século XVII, tal como a construção da Igreja. 

Igrejas de Cadaval

  • Igreja de Nossa Senhora da Conceição – é a igreja principal da vila do Cadaval. Possuí uma arquitetura do século XIX, contudo, algumas pinturas são oriundos do final do século XVI, os azulejos proveem do século XVII e o retábulo da capela-mor é do século XVIII, demonstrando que esta igreja fora um templo numa época anterior. Em 2003, foi remodelada e classificada como imóvel de interesse público e de Valor Concelhio.
  • Igreja de Nossa Senhora do Desterro – encontra-se em Adão Lobo, foi edificada no século XVIII, sendo reconstruída no século XX e apresentando o interior modernizado. 

Igreja do Cercal

  • Igreja de São Salvador ­– localizado em São Salvador, este pequeno templo foi fundado em meados do século XX. 
  • Igreja de São Vicente – estando localizada no Cercal e datada do século XVII, a igreja apresenta um revestimento de azulejos deste século, enquanto na capela-mor encontra-se um retábulo do século XVIII. 

Igrejas de Figueiros 

  • Em Palhoça é possível encontrar uma capela.
  • Igreja de Nossa Senhora da Conceição – esta igreja está situada em Figueiros e apresenta uma pintura datada do final do século XVI e inícios do século XVII, que indica a existência de uma igreja mais antiga. A igreja atualmente apresentada remonta ao século XVIII, observado através do retábulo da capela-mor. 

Igrejas de Lamas

  • Capela de Nossa Senhora do Rosário – situada no centro da Rochaforte, nesta destaque-se o retábulo neoclássico, presente na capela-mor, oriunda do final do século XVIII ou do início do século XIX. 
  • Capela de Santa Ana – este pequeno templo encontra-se na Póvoa e data do século XVIII, sendo remodelado no século XX.
  • Convento Dominicano – foi o primeiro convento da Ordem dos Dominicanos em Portugal, encontrado no alto da Serra de Montejunto, sendo construído no século XIII. Atualmente está em estado de ruínas. 
  • Capela de Nossa Senhora das Neves – também encontrada no alto da Serra de Montejunto, esta capela desconfia-se que fora construída no século XIII, contudo foi remodelada e ampliada durante o século XVI e seguintes. Destacando, no seu interior encontram-se altares revestidos em azulejos do século XVII e o retábulo do altar-mor oriundo do século XVIII. 
  • Igreja de Nossa Senhora da Fortaleza – encontrando-se em Dom Durão, esta pequena igreja remonta ao século XVIII, mas o retábulo do altar-mor é oriundo ou do final desse século ou do início do século XIX. 
  • Igreja de São Tomé – do século XV, esta igreja foi ampliada e remodelada durante os séculos XVII e XVIII, destacando-se os altares laterais da época barroca e o retábulo da capela-mor provém da segunda metade do século XVIII. Esta está localizada em Lamas. 
  • Igreja de São Vicente – localizada fora da Rochaforte, esta igreja data do final do século XV ou inícios do século XVI e sendo modificada em meados do século XVIII, sendo depois reconstruída no final do século XIX. 
  • Igreja de Santo António – em substituição de uma capela mais antiga de Pragança, esta igreja data do final do século XVIII, sendo modificada e ampliada em 1984, porém no seu interior manteve-se o altar de pedra. 
  • Igreja do Senhor Jesus dos Aflitos – localizada na Murteira, esta igreja oriunda do século XVIII e no século XX foi ampliada, sendo o seu retábulo do estilo neoclássico. 

Igrejas de Painho

  • Capela de São João Baptista – na Boiça do Louro, esta capela foi restaurada mas manteve o antigo altar de madeira, datado do século XVIII. 
  • Igreja do Divino Espírito Santo – desconhecida a sua data de construção, esta igreja apresenta o arco triunfal e o retábulo trabalhados em pedra. 

Igrejas de Peral

  • Capela em Casais do Peral
  • Capela de Nossa Senhora da Saúde – localizada nas Barreiras, a capela remonta ao século XVIII, sendo restaurada em 1953. No seu interior encontra-se uma imagem de Nossa Senhora. 
  • Capela da Quinta de São Lourenço – privada mas de grande interesse, esta foi remodelada no início do século XVIII, contudo no seu interior é possível encontrar capitéis decorados do arco triunfal do século XIII. Esta é considerada a capela mais antiga do concelho. 
  • Igreja de Nossa Senhora da Graça – situada na Sobrena, esta encontra-se referida no século XVIII, mas existe a probabilidade de ser construída no século XV. O seu interior apresenta um retábulo em pedra do altar-mor, uma obra oriunda do século XIX. 
  • Igreja de São Sebastião – em Peral, a igreja foi construída no século XVII. No interior são realçados os revestimentos de azulejos da capela-mor no mesmo século de construção, mas os retábulos em madeira são oriundos do século XVIII, já o arco triunfal demonstra uma pintura policromada.
Igrejas de Pêro Moniz
  • Em Vale Francas encontra-se uma capela data do século XX.
  • Capela de Nossa Senhora da Graça – encontra-se em Martim Joanes desde o século XVIII. No seu interior é possível encontrar um retábulo referente ao século XIX, no altar-mor. 
  • Igreja de São João Baptista – esta foi remodelada no século XX, tendo um interior modernizado. No século XVI foi construída a sua capela original, mas com o passar do tempo, ficou em ruínas, permitindo assim a restauração para a atual igreja.

Igrejas da Vermelha

  • Capela de Nossa Senhora das Mercês – presente em Vale Canada. Em meados do século XVIII, era uma pequena ermida, que posteriormente foi ampliada. No seu interior encontra-se um retábulo do final do século XVIII e início do século XIX. 
  • Igreja de Nossa Senhora da Piedade – remodelada no século XX, mas ainda preserva a capela-mor e um retábulo em madeira da igreja mais antiga. Encontra-se em Dagorda. 
  • Igreja de São Simão – construída no século XVII, sendo mais tarde remodelada, no século XIX e XX. 
  • Igreja do Espírito Santo – com um grande valor artístico, esta foi construída durante no século XVII, estando revestida com azulejos da mesma época. A sua capela-mor tem um retábulo em talha barroca do início do século XVIII. 

Igrejas de Vilar

  • Capela – existe uma capela situada em Tojeira do século XX. 
  • Capela de Nossa Senhora da Ajuda – esta pequena igreja foi remodelada no século XX e desconhece-se a sua data de edificação.
  • Capela de Nossa Senhora da Conceição – localizada na Rechaldeira, esta foi construída nos anos de 1952 a 1954. 
  • Capela de Nossa Senhora da Conceição – em Vila Nova, esta data ao século XVIII, sendo remodelada e restaurada várias vezes durante o século XX. Hoje o seu interior está modernizado, mas antigamente, tinha um retábulo de madeira no altar-mor. 
  • Capela de Nossa Senhora do Rosário de Fátima – o edifício antigamente era uma escola de Palhais, que em 1951 foi convertido para uso religioso, sendo atualmente a Capela de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. 
  • Capela de São Miguel – no Pereiro, esta capela remonta a 1611, inscrito na cúpula da capela-mor. Recentemente, esta foi remodelada, ficando com um novo alpendre. 
  • Igreja de Nossa Senhora do Ó – em Vilar, esta moderna igreja ergue-se desde 1953, substituindo a antiga igreja do século XIV. 

Moinhos – em tempos, o concelho de Cadaval foi importante na produção cerealífera, sendo os moinhos existentes a prova dessa atividade agrícola, e atualmente são elementos destacados na paisagem do concelho. No total, o concelho tinha cerca de 133 sistemas de moagem tradicional:
  • 73 eram moinhos de alvenaria – isto é, moinhos de forma cilíndrica/ cónica construída com paredes de pedra. Atualmente, seis desses moinhos foram adaptados para anexos de habitações ou habitações ocasionais; apenas 11 estão em bom estado e só alguns têm o engenho operacional e funcional, graças à dedicação de algumas pessoas que desejam manter a tradição. Três desses moinhos foram recuperados com apoio do programa comunitários LeaderOeste e do Centro Rural de Montejunto. Os restantes, encontram-se em mau estado ou mesmo em ruínas. Cerca de 10 moinhos já não existem. Grande parte destes moinhos são oriundos do século XIX. 
  • 10 moinhos de madeira – são moinhos de forma cilíndrica com paredes de madeira. Atualmente já não existe nenhum.
  • 36 moinhos de armação metálica – edifício retangular de pedra, com telhado de duas águas e torres de ferro. Apenas dois estão completos e em bom estado, sendo que os restantes encontram-se incompletos, um está quase destruído e 8 já não existem. Estes moinhos remontam ao século XX, uma vez que este sistema de moagem 
  • 14 azenhas – ou seja, sistemas de moagem movidos a água. Destas 14, apenas dois estão em bom estado, sendo que uma está em funcionamento. As restantes encontram-se ou em estado degradado ou apenas com a estrutura edificada de pedra. 

A Serra de Montejunto também oferece uma diversidade história do seu património edificado, um local que conta muitas histórias. Muito próximo do topo, encontra-se a Ermida de Nossa Senhora das Neves, edificada no século XIII, situada junto às ruínas do primeiro convento Dominicano. Próxima desta, também se encontra a Ermida de São João Baptista, decorada com azulejos que contam a vida do Santo, que lhe deu o seu nome. Ainda pode visitar as Ruínas do Convento de Nossa Senhora da Visitação, de Vila Verde dos Francos, que fora fundada por D. Pedro de Noronha, em meados do século XVI. Uma outra grande atração é a Real Fábriica de Gelo, um monumento nacional, que fornecia à corte real e à baixa de Lisboa, grandes quantidades de gelo, durante os séculos XVIII e XIX. Esta apresenta um reservatório e um poço, que abastecia 44 tanques destinados à congelação da água.
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