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Património de Alenquer


"Criou-me Portugal na verde, e cara
Pátria minha Alenquer"
                                                      - Luís de Camões

O concelho de Alenquer desempenhou um papel em cada momento da História de Portugal, nos quais permaneceram vestígios tanto materiais como lendas, memórias, tradições e festas, um rico património que origina os costumes, histórias e cultura deste concelho.

Ao longo do concelho de Alenquer, os mais curiosos podem apreciar um património arquitetónico muito variado, desde as capelas, às igrejas, quintas, palacetes e moinhos, que contam a história deste município, das suas gentes e da sua natureza. E por forma a homenagear tal património histórico-cultural e religioso, o concelho de Alenquer oferece quatro espaços que reúnem todo um valor patrimonial.

Casa Museu Palmira Bastos – na freguesia de Aldeia Gavinha, a junta em colaboração com a Associação de Desenvolvimento Local de Aldeia Gavinha e com a Câmara Municipal de Alenquer, a casa onde Palmira Bastos foi reedificada, sendo instalada a sede da junta e um museu que recorda o passado artístico da atriz. A 27 de fevereiro de 2000, foi inaugurada uma exposição com as peças particulares, vestuário e fotografias da atriz, permitindo conhecer o percurso de Palmira Bastos.

Museu do Vinho – aberto desde abril de 2006, este museu apresenta, dá a provar e possibilita a aquisição dos melhores vinhos da região, com vinhos de 20 produtos da Associação Rotas dos Vinhos de Lisboa. Este museu também apresenta uma exposição sobre a evolução das técnicas e instrumentos associados à produção vitivinícola, provas de vinhos, entre outras atividades de promoção. Situada em Alenquer, no Areal, o bairro em que Damião de Góis cresceu, este museu faz-se acompanhar pelo Real Celeiro Público, que guardou as sementes que permitiram o auxílio aos agricultores locais, após as invasões francesas; a Torre Da Couraça, sob a qual nasce uma das nascentes mais importantes da vila de Alenquer e a Real Fábrica do Papel, que atualmente designa-se Moagem.

Museu João Mário – este espaço foi inaugurado em 1992 em homenagem ao pintor João Mário Ayres d`Oliveira, e atualmente tem expostas 400 obras de artistas nacionais e estrangeiros. O pintor João Mário Ayres d`Oliveira sempre manifestou um interesse pelas artes plásticos, dedicando-se exclusivamente à pintura de óleo. Em 1993, a Câmara Municipal de Alenquer distingui-o com a medalha de mérito no grau ouro. E 2001, o Sociedade Nacional de Belas Artes atribui-lhe a sua medalha de prata – o pintor frequentou esta organização, nos cursos de pintura e desenho, sob a orientação dos mestres Albertino Guimarães e Domingos Rebelo, e mais tarde recebe lições de pintura do mestre Álvaro Duarte de Almeid – também galardoado pela Associação Centro Histórico de Florença, na Itália, com o oscar della cultura.

Neste museu encontra-se grande parte das suas obras, nas salas “O meu percurso” e “João Mário hoje”, noutra sala “Artistas meus amigos” estão expostas obras de artistas como Silva Porto, José Malhoa, Veloso Salgado, Helena Roque Gameiro, entre outros de arte figurativa. Já, na sala “Sala da Memória” estão expostos objetos pessoais, fotografias e outra peças mais íntimas do pintor. De modo a manter a vivacidade deste museu, este promove no seu auditório colóquios “Encontro numa tarde de domingo”, em que são discutidos temas apresentados pelos palestrantes convidados, visando ser um espaço de intervenção cultural.

Museu Municipal Hipólito Cabaço – no centro histórico de Alenquer, este museu encontra-se instalado no antigo Aula do Conde Ferreira, construído em 1871, este edifício foi o primeiro a ser inaugurado entre 120 escolas de instrução pública, estabelecidas por testamento do benemérito Joaquim Ferreira dos Santos, Conde de Ferreira (1782-1866). nos primeiros anos da década de setenta, do século XX, este edifício deixou de ser um estabelecimento de ensino primário.

Em 1944, a Câmara Municipal de Alenquer, com a comparticipação da Junta de Província da Estremadura, consegue adquirir a coleção de Hipólito Cabaço, a fim de esta servir como fundo à futura instalação do museu na vila. Este espólio é constituído por quinze mil objetos, guardados na Casa da Torre, residência do arqueólogo, e posteriormente instalações do extinto Externato Municipal Damião de Góis. Porém, as condições de abertura deste museu só foram alcançadas após um ano da Revolução de 25 de Abril de 1974, especificamente no dia 6 de abril de 1975, em que foi possível a orientação lógica e didática. 

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