Facebook Google+ Youtube LinkedIn Mobile

Lourinhã


Visitar: Património | Natureza 

O concelho da Lourinhã encontra-se na Região Oeste, com 8 freguesias: Lourinhã e Atalaia; Miragaia e Marteleira; Moita dos Ferreiros; Reguengo Grande; Santa Bárbara; Ribamar; São Bartolomeu dos Galegos e Moledo; e Vimeiro. Com doze quilómetros de costa onde se encontram praias, penhascos e tranquilas baías, que permitem a prática de vários desportos náuticos e atividades aquáticas. Já para o interior do concelho, a paisagem rural permite ter condições para o desenvolvimento de atividades relacionadas com a vida agrícola ou mesmo de lazer no meio natural.

Segundo versões, o nome Lourinhã está relacionada com uma povoação romana denominada por Laurinianum, Laurinius ou Louriana, que por sua vez, provém de Laurus ou Laurius, que na origem latina significa Loureiro, uma árvore bastante abundante nesta região. Deste modo, a origem da Lourinhã está numa vila romana chamada Laurinius, antigamente banhada pelo oceano Atlântico, que com o passar dos anos, foi regredindo, e atualmente Lourinhã é banhada por um pequeno rio, o Rio Grande. Contudo existem outras teorias sobre a sua origem, sendo uma delas, a sua génese é francesa, proveniente do seu primeiro donatário D. Jordan, natural de uma região, que seria banhada pelo rio Loir. No século XII, durante o período da reconquista, D. Afonso Henriques concedeu Lourinhã ao fidalgo D. Jordan, como forma de agradecer pelo serviço prestado na reconquista de Lisboa aos mouros. Em 1160, foi concedido o foral aos seus habitantes, posteriormente confirmada por D. Sancho I em Santarém, no ano de 1218 e por D. Afonso III, em 1251, tornando-se um marco histórico para a Lourinhã.

O concelho da Lourinhã manteve-se autónomo, apesar da sua extinção decretada a 1897, este foi reinstalado com a revolta do seu povo. Os lourinhanenses tiveram a consciência da importância da preservação do concelho, potencializando o seu crescimento. Deste modo, o concelho fechou-se sobre si mesmo, governado por uma comissão responsável pelo seu desenvolvimento. E no final do século XIX, a sua população dedicava-se às atividades agrícolas.

Este isolamento quebrou com a construção de estradas e pavimentos nas ruas e largos, e com a construção da primeira rede de esgotos, entre outras que promoveram as condições de vida dos seus habitantes, juntando a evolução do ensino com a construção de escola primárias. E em 1875, já existiam equipamentos escolares na Lourinhã, Moita dos Ferreiros, Moledo, Reguengo Grande e Miragaia. O progresso educativo, social e urbano tomou conta da vida dos lourinhanenses. No final do século XIX, Lourinhã concretizou uma aspiração antiga, a criação da sua comarca.

Determinante, no século XX aproveitou-se as potencialidades da Praia da Areia Branca, e distribuiu-se domiciliariamente água, também se estabeleceu uma rede de iluminação pública, entre outros acontecimentos que permitiram a Lourinhã tornar-se um concelho com equipamentos que proporcionavam uma boa qualidade de vida e bem-estar social. 
Partilhar no Facebook